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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Me "armando" contra a compulsão.



Depois de escrever um resuminho sobre a primeira parte do livro A Teia de Aranha Alimentar, resolvi tomar algumas atitudes quanto ao seguinte trecho:

"Esses “gatilhos” que disparam atitudes compulsivas, devem ser vistos como plataforma de lançamento para o desenvolvimento da criatividade ou para dar um tom inesperado ao ócio."

Primeiramente, devo tentar a todo custo manter DISTÂNCIA dos "gatinhos" que disparam minha compulsão. Pelo menos até eu conseguir lidar e conviver com isso. Então:

  • evitar ir em festas onde a comida for muitooo sedutora; 
  • evitar comer em restaurantes onde não tenha uma opção mais saudável; 
  • não sair de casa sem me alimentar direitinho...

Além da DISTANCIA, preciso lançar mão de uns truques:

  • beber muita água durante o dia;
  • tomar minhas vitaminas;
  • ter sempre gelatina diet prontinha na geladeira;
  • fazer sempre minha feirinha light
  • buscar receitas novas na net

Sei que parece drástico, mas no momento a DISTÂNCIA é necessária.


Agora o mais importante é dar sentido a toda essa minha caminhada da RA, uma das coisas que tenho que aprender é usar o tempo de comilança (improdutivo e frustrante) com meu lado criativo, narciso e de ócio... então, quando a ansiedade bater, seja por qualquer motivo eu posso fazer o seguinte:


  • passar hidratante no corpo;
  • fazer minhas unhas com capricho (estou me apaixonando pela nail art);
  • ler um livro;
  • buscar artigos e leituras interessantes sobre pilates e fisioterapia;
  • fazer minhas cartucheiras (um hobbie bemmm lucrativo - preciso me aplicar mais nisso)
  • arrumar meu quarto;
  • organizar meu closet;
  • dengar meus gatinhos;
  • dar banho nos cachorros;
  • organizar meu atelier;
  • colocar em dia a agenda do studio de pilates;
  • usar da criatividade para fazer campanhas no corel (tb sou designer gráfico);
  • lavar meu cabelãooo (ô como dá trabalho ser diferente);
  • regar minhas plantinhas;
  • jogar algum jogo;
  • ligar para alguma amiga;
  • atualizar meu blog;
  • visitar minhas amigas blogueiras;
  • buscar novas amigas blogueiras;
  • dar uma caminhada;
  • baixar musicas que eu curta;
  • baixar filmes;
  • assistir filmes;
  • colocar uma musica e dançar;
  • ir para o Centro Terapêutico Ravenna;
  • ver o por do sol;
  • meditar;
  • dormir;
  • vestir as roupas que antes estavam apertadas e hoje sambam em mim;
  • fazer um penteado no meu cabelo (amo tranças);
  • criar um novo modelo de cartucheira;
  • divulgar meus studio na internet;
  • divulgar as cartucheiras na internet;
  • atualizar minhas redes sociais;
  • etc, etc, etc...
Sinceramente pensei que fosse mais difícil fazer essa lista, mas os itens jorraram enquanto eu digitava, então a conclusão é que tenho muuiiitttaaa coisa para fazer, vencendo assim o tédio, a ansiedade e a MOSNTRA compulsão.

Quem tiver mais ideias posta ai que vai ser de grande ajuda!!

Inspire-se e faça sua listinha tb. Outra coisinha que vou fazer é imprimir essa lista e sempre que precisar nem vou pensar muito. Simplesmente vou lê-la e escolher alguma dessas coisinhas... Afinal de contas a vontade comer dá e passa!

#ficaadica

Xêroooooooooo


domingo, 27 de maio de 2012

Não dramatize a gordura - Impressões dobre o livro A Teia de Aranha Alimentar - Parte 01

Boa noite meninas! Hoje meu post vai ser um pouco longo, mas acho que vale a pena ser lido. Estas palavras são minhas impressões e reflexões sobre o livro que estou lendo no momento, A Teia de Aranha Alimentar de Máximo Ravenna. 

Até agora, ao final da primeira parte, simplesmente consigo me ver no que leio, principalmente enxergando o que está errado, dando nome aos bois, que nem sempre é fundamental, mas é o que sempre buscamos.






Não dramatize a gordura.

Sem dúvidas, hoje, a obesidade é vista como uma doença social, já que ao comer de forma não saudável, o alimento se transforma em uma droga com efeitos comparados aos entorpecentes encontrados pelo mundo. Assim, a partir deste momento em que o ato de comer em excesso se torna um vínculo automático descontrolado, “desdrogar-se” se torna um difícil processo de transformar um projeto de morte em um reencontro com a vida. Libertando-se das amarras desta “escravidão”.

Daí surgem as esmagadoras perguntas: Quem sou? Em que me transformei? E as respostas são uma pessoa sem identidade, apenas caracterizada pelo seu peso, pela tristeza, pelo deszelo, sua baixa auto estima... sofrendo um ataque impiedoso e constante pela forma obcecada em que trata seu “objeto de prazer”, a comida, ficando alheios e apáticos ao resto.

E isso tudo se sustenta principalmente pela falta de capacidade de se conviver com o “não” e com as frustrações, além do imediatismo onde queremos mais, tudo e já. Levando-nos assim a busca pelo prazer imediato. Falso prazer, euforia efêmera. Prazer este que se torna uma fuga da dolorosa e estressante realidade, mas só nos damos conta de quanto essa trama é artificial a longo prazo, quando as consequências indesejadas atingem nosso corpo e nossa alma.

É chegada então a hora de encarar os fatos. Assumir que nem sempre se pode estar bem, que se sentir feliz não é uma obrigação. Na realidade se trata de uma elaboração dos maus momentos para aceita-los e resolve-los, não para evita-los, tirando assim a comida do pedestal, do pilar de apoio onde as refeições escorrem por sua boca sem pedir permissão, vencendo seu próprio desejo e saindo da vida flutuante entre o controle e o excesso, entre a responsabilidade e a impunidade.

Agora vamos pensar em como tudo se arquiteta de forma perfeita, cíclica e viciante. Ao planejar comer por comer, com certeza já arranjamos todas as situações, com base em desculpas e permissões variadas e repetidas, banhando-se em ações compulsivas, irrefletidas e descontroladas, sempre em busca daquele prazer desestressantes, diante de uma vida conturbada, que não resolve, mas acalma.

O que acontece é que a memória grava em seu cérebro uma experiência ligada a uma determinada atividade ou substancia que foi prazerosa ou confortável. E em seguida ao se deparar com tais situações, vamos buscar nessa mesma atividade ou substancia a mesma satisfação. Neste passo se fecha um circulo vicioso. Temo agora um vinculo afetivo com a comida. O “amigo” se transforma em carrasco e, lentamente, mas sem piedade, vai nos aniquilando.

Descobrimos que a obesidade não é um sintoma isolado ou um desequilíbrio físico, mas obedece a um comportamento de base que a sustenta e está ligado ao descontrole, ao autoengano, à falta de limites e a dependência, atenuando os quilos incômodos, acomodados num corpo inerte, com mais alguns quilos disfarçados de alívio.

Vendo desta forma é fácil chegar à conclusão que o problema não está na comida, mas nos comportamentos que nos levam a transforma-la nesse objeto que nos domina fechando o circuito do sofrimento, da culpa, da impotência, da resignação, do mau humor e da queda da auto estima.
E agora, o que fazer? Primeiro, não dramatize sua gordura. Talvez a chave seja fazer os problemas circularem pelos trilhos que lhes cabem, sem descarrila-los para a compulsão e o excesso. Então, ter mais tolerância à frustração é o ponto de partida.

É hora de assumir que nem sempre se pode estar bem, que se sentir feliz não é uma obrigação. Na realidade precisamos elaborar os maus momentos para aceita-los e resolve-los, não para evita-los.
Esses “gatilhos” que disparam atitudes compulsivas, devem ser vistos como plataforma de lançamento para o desenvolvimento da criatividade ou para dar um tom inesperado ao ócio. Deixamos de nos sentir esgotados e responsáveis pelo mundo, trazendo para nossas vidas a tão sonhada tranquilidade, que também é feita de maus momentos. Não se iluda!

Com base nessas palavras fica a seguinte reflexão de Dante em sua Divina comédia: “a única forma de saber como sair do Inferno é colocar-se em seu próprio centro, em sua parte mais incandescente”.

E ai... vocês se identificaram também?! 

Xêros e até amanhã!